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ABU sofre perseguição na Inglaterra PDF Imprimir E-mail
Por Manu Magalhães   
27 de novembro de 2006
The Times, Londres, 18.11.2006.

Cristãos nos campi universitários através da Grã-Bretanha estão entrando com ações legais contra autoridades universitárias acusando-as de empurrar as suas crenças religiosas para a clandestinidade, foi o que o The Times tem averiguado. As ABU's têm afirmado que estão sendo destacadas como "alvos solitários" pelos Diretórios Acadêmicos porque se recusam permitir que não-cristãos sejam oradores em suas reuniões ou que ocupem cargos em suas diretorias.

A disputa prossegue após os Diretórios Centrais de Estudantes (DCE's) terem banidos de quatro Universidades as ABU's de suas listas de sociedades oficiais e negado às mesmas o acesso privilegiado às instalações dos campi. As ABU's das Universidade de Edimburgo, Herriot-Watt e Birmingham estão entrando com ações legais após serem acusadas de excluírem os não-cristãos, de homofobia e mesmo de discriminação contra as pessoas de sexualidade transgênero. Duas ABU's anunciaram ontem que estão consultando advogados, ao mesmo tempo que o Governo está anunciando medidas para coibir as ameaças de extremistas islâmicos nos campi universitários.

Na Universidade de Exeter, a ABU emitiu uma declaração afirmando que está dando um prazo de 14 dias aos Diretórios Acadêmicos antes de entrar com uma ação legal. Ela foi suspensa da lista de sociedades oficiais o mês passado, acusada de ferir as normas de oportunidades iguais. Andréa Minichiello Williams, diretora de políticas públicas da Associação dos Advogados Cristãos, que tem emprestado assessoria aos estudantes, prevê uma onda de ações legais. Ela disse: "Não temos visto esse tipo de discriminação contra qualquer grupo, com exceção dos estudantes cristãos". Ela disse que as ABU's estão enfrentando um conflito "sem precedentes" em seus 83 anos de existência legal. Pod Bhogal, o assessor de imprensa da Associação, disse: "A agenda do politicamente correto está sendo usada para atacar pessoas sob o argumento da tolerância, quando, de fato, não se está tolerando ninguém que pensa diferente daquela agenda".

A Associação está criando um fundo para fazer frente às despesas legais. Emma Bremster, uma das 60 obreiras remuneradas para assessorar o movimento, disse: "Cremos que vamos nos deparar com mais situações como essas em nossas Universidades". A forte ABU da Universidade de Birmingham, que tem 150 participantes, foi suspensa no ano passado por se recusar a alterar os seus Estatutos, para permitir que não-cristãos fossem oradores em suas reuniões, e alterar a sua literatura para incluir gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. Em Exeter, a ABU teve os seus privilégios suspensos, inclusive os do acesso gratuito às salas e o receber doações, após o DCE ter feito uma declaração afirmando que ela é demasiado exclusivista. Na Universidade de Edimburgo, onde os exemplares da Bíblia foram banidos das residências estudantis, o ano passado, depois de protestos do DCE a ABU foi banida de ensinar um curso sobre sexualidade e relacionamentos, após ter sido acusada de promover a homofobia. Nas Universidades Herriot-Watt e Edimburgo, a ABU foi vedada de participar de atividades conjuntas com os diretórios acadêmicos, porque o seu conteúdo doutrinário discrimina os não-cristãos e os de outra fé".
Fonte: Anglican-Mainstream, 17.11.2006.

NT: As ABU's (Aliança Bíblica Universitária, no Brasil), conhecida na Grã-Bretanha como Uniões Cristãs (Christian Unions), forma a CCUCU (União dos Estudantes Cristãos das Faculdades e Universidades), ex-InterVarsity Christian Fellowship, são filiadas à IFES - Fraternidade Internacional de Estudantes Evangélicos, com sede em Oxford, Inglaterra, e presente em 150 países, é o mais antigo e mais disseminado movimento evangélico interdenominacional de evangelização do mundo estudantil, oriundo do grupo estabelecido em 1878 na Universidade de Cambridge, onde, ao longo das décadas, militaram líderes cristãos de expressão, como o Reverendo Anglicano John Stott.
Última Atualização ( 18 de dezembro de 2006 )
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